Shadow of the Colossus

Produtora: Team Ico (Ex-SCEI)
Editora: Sony Entertainment
Plataforma:Playstation 2
Género: Aventura
Ano de Lançamento: 2005

Quem de nós já não ouviu falar de histórias sobre cavaleiros que lutavam contra enormes monstros, com o objectivo de
resgatar a sua donzela? Histórias antigas que valorizavam a coragem e actos heróicos, e é nesses conceitos que se baseia Shadow of the Colossus. O herói que este jogo nos apresenta não é um herói comum. É um herói separado da pessoa que ama pelo íngreme abismo da morte e que embarca numa demanda solitária acompanhado apenas do seu fiel corcel, de um arco e flecha e de uma espada com características especiais (já lá irei) na busca pela vida injustamente retirada à sua amada. Para começar terá de rumar até um templo num território esquecido pelo mundo. Chegado a esse objectivo, e após depositar a sua amada no altar, uma voz divina confere-lhe a missão de derrotar 16 colossos de pedra que estão espalhados por aquele território no caso de querer devolver a vida à rapariga. Tarefa que se avizinha difícil e cheia de perigos mas pela qual o nosso herói não se deixa desencorajar, e que assim parte em busca do seu amor perdido.

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Shadow of the Colossus saiu em 2005 vindo da mesma casa do aclamado ICO, a Team ICO. Apesar das limitações técnicas que imperavam na altura com a Playstation 2 e que agora felizmente já não se fazem sentir, Fumito Ueda conseguiu entregar uma obra que muitos ainda hoje acreditam ser o verdadeiro canto do cisne da consola da Sony e a derradeira obra de arte em formato videojogável. No departamento técnico Shadow of the Colossus levou a PS2 ao limite. Não só as texturas estão muito desenhadas como conseguiram apresentar um mapa gigantesco sem tempos de loading e com toda a variedade e efeitos que lhe é merecido. Sejam florestas, lagos, cavernas, desertos ou até o próprio templo, tudo está excepcionalmente renderizado. Para além disso a Team ICO conseguiu conferir um toque selvagem a toda a paisagem o que torna mais confiável a premissa de que toda a terra é inabitada e intocada pelos Homens há largos séculos. No que toca às animações a palavra de ordem é naturalidade. A personagem principal movimenta-se tal e qual uma pessoa real, quando cai, após um tropeçar, é capaz de levar as mãos ao chão e após uma queda mais acidentada até rebola. O cavalo que vos irá acompanhar (Aggro) ainda é dos cavalos nos videojogos mais fiéis ao movimento de um espécimen real. Os colossos também não foram deixados de fora e a sua velocidade é directamente proporcional ao seu tamanho. De entre os colossos que irão encontrar irão deparar-se com um não muito maior que um elefante e esse irá mexer-se muito mais devagar do que os outros. Sim, pela rigorosa demanda irão encontrar colossos bastante grandes, que é outro aspecto singular do jogo: serem grandes e variados. De entre todos os esses “Golias” (uns maiores que outros como já referi) muitos são representações de animais e por isso terão características desses mesmos. Por exemplo, uns podem voar, outros nadar e outros até podem escavar e todos agem de um modo extremamente natural de acordo com o seu elemento.

Já falei do movimento natural da personagem e apesar de ser positivo no que toca a realismo, o departamento da jogabilidade torna as coisas um pouco mais complicadas. Não por ser difícil de jogar, mas por requerer um certo tempo de habituação. Contudo não é grave e não estraga de maneira nenhuma a experiência de jogo. Existem duas fases diferentes na jogabilidade. Na primeira parte a vossa tarefa é encontrar o colosso de que estão a procura e isso implicará guiarem-se pela espada que já falei no inicio. Exposta à luz do sol esta espada emana uma luz que indica em que direcção está o colosso. Resta então cavalgar até esse ponto tendo em atenção que a espada não funciona em cavernas ou florestas onde não entre luz solar directa. Encontrado o colosso apercebemo-nos do quanto somos pequenos face ao gigante que temos pela frente. É uma sensação assombrosa de incapacidade perante o desafio que se nos apresenta. Inicia-se a luta e dependendo do colosso terão de mudar de estratégias em que até podem usar o vosso cavalo ou o vosso arco. Como já disse todos os colossos são diferentes assim como a forma de os derrotar, pelo que não existirão duas lutas iguais. Encontrados os pontos fracos espalhados pelo corpo do colosso o jogador terá de o escalar tendo em atenção as superfícies a que a personagem se poderá agarrar e ter cuidado com os abanões do gigante de pedra (muitos , até chegar ao ponto em que terá de espetar a espada para ver o seu inimigo cair pesadamente no chão). A sensação inicial de impotência dá lugar a um sentimento de triunfo e pena perante o gigante acabado de derrotar, afinal de contas não nos fez nada. Resta então continuar na procura de colossos.

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O departamento sonoro SotC também dá cartas pelas belas músicas orquestradas. Cada qual é única e surge nos momentos indicados como por exemplo, nas secções de exploração em que somos acompanhados por uma melodia suave e nas lutas contra os colossos onde o rufar dos tambores incita o jogador a prosseguir e a dar o combate como terminado. Para além disto também todos os ruídos dos gigantes de pedra estão fielmente retratados.

Quanto ao tempo que estarão ocupados a deitar por terra gigantes de pedra é motivo de preocupação pois estes são apenas 16 sem outros inimigos pelo mapa (já de si um colosso). Após a finalização da aventura apenas poderão repetir todos os combates com time trial, o que pode agradar a jogadores mais competitivos.

Somando todos estes factores apercebemo-nos que SotC pode não ter mais elementos do que muitos jogos que encontrem pelo mercado mas que carrega muito mais emoção e significado do que a grande maioria deles. Concluindo, Shadow of the Colossus faz parte daquele diminuto conjunto de jogos que será relembrado com o passar dos anos. É um marco da geração 128 bits assim como um dos melhores jogos que saíram na PS2. Absolutamente a não perder.

Gráficos – 96
Jogabilidade – 90
Som – 95
Valor – 85
Pormenores – 97

Nota Final – 93

2 responses

8 02 2012
guilhemar

as fases são otimas detas diferentes que cada monstro tem para ser derrotado mas o final é sem grassa é ruim derrotar 16 montros e ver aquilo

8 02 2012
elgrandepato

O jogo não seria o mesmo sem aquele final 😉 faz parte do estilo da Team ICO lol

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