Um passo de gigante

Todos sabemos como jogos casuais atingiram o sucesso que hoje usufruem. A Nintendo conseguiu um grande volume de vendas e popularidade junto de público que, anteriormente, não tinha por hábito jogar enquanto o Facebook e a Apple Store disponibilizaram jogos de rápida acessibilidade e simples de jogar.

Face aos esforços da Sony e Microsoft em ter a sua parte deste mercado com o Move e o Kinect podemos pensar que criar jogos de desporto, dança e shooters é a única forma de cativar este tipo de público mas será mesmo assim? Na minha opinião existem outros géneros de jogos que podem satisfazer este tipo de jogadores e, para ilustrar este ponto de vista nada como dar um exemplo prático.
Sempre que vou de férias com amigos fazemos sempre acompanhar-nos de uma consola, neste caso, uma Playstation 3. Para além do mais que certo Guitar Hero (que permite que consigamos jogar até quatro em simultâneo) também levamos jogos como FIFA ou Tekken, mais jogados por quem, dentro do grupo, tem mais esse hábito. Seria de esperar que os elementos do grupo que não tivessem o costume de jogar ficassem postos de lado nestes confrontos mas tal não acontece. Como já disse, vivemos numa época em que se faz uma grande distinção entre jogos casuais e hardcore e, portanto, foi com alguma surpresa que vi elementos do grupo que não costumam jogar a abraçarem os combates de Tekken.

Sendo um jogo de luta, e exigindo assim alguma dedicação na memorização de combos e habituação aos diferentes estilos das personagens, seria de esperar que fizesse perder a paciência a quem não está habituado a este género mas, o que começou num simples button mashing, no final das férias tomou a forma de combates aguerridos capazes de fazer frente até a quem estava já mais habituado ao jogo.
Posto isto, porque será que a maioria das pessoas se sente mais cativada por jogos casuais? Mesmo que os jogos tenham sido olhados como o grande problema da sociedade são, hoje em dia, essas mesmas pessoas que costumam jogar. Não acho que todos devemos gostar do mesmo tipo de jogos uma vez que todos temos preferências, mas será que isto significa que estamos a caminhar para um futuro em que os jogos sejam vistos como um passatempo tão normal quanto ir ao cinema e não um hobby destinado exclusivamente para nerds solitários?

Na minha opinião isto já se verifica hoje em dia pois, pessoas que antigamente poderíamos jurar que não jogavam, podem hoje em dia estar a dar os primeiros passos neste novo mundo, seja através de jogos casuais seja por outro tipo de jogos. O próximo passo para essas pessoas, ou seja jogos mais complexos e com temáticas mais profundas, deve ser dado com natural curiosidade e com paciência, característica que penso que faça falta a grande parte das pessoas hoje em dia que, após a primeira derrota num jogo como Tekken desistem em vez de passar bons momentos entre amigos.

I’ll be Quack!

Como sempre, podem ler esta rubrica ainda no portal MyGames

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