Os Melhores Jogos de 2011

O ano de 2011 está quase a terminar e, como sempre, chega a hora de reflectirmos acerca deste ano que passou. Não num plano introspectivo mas sim em termos de jogos, sendo a altura certa para pensar quais os jogos que nos farão lembrar de 2011. As escolhas dos jogos que se seguem são fruto simplesmente do meu gosto pessoal, não tendo ligação directa com a sua qualidade uma vez que todos são diferentes entre si. Fiquem então com os que são para os dez grandes jogos de 2011.

10 – Dead Space 2 (PS3/X360/PC)

Sendo o género survival horror praticamente inexistente nos dias que correm é compreensível que a sequela de um dos grandes jogos do género nos últimos anos esteja presente nesta lista. Dead Space 2 foi lançado no início do ano e mesmo assim conseguiu manter-se bem fresco na mente de praticamente todos os jogadores que o jogaram. Pode não ser tão assustador quanto o original mas ao explorar a mente de Isaac Clarke e inserir novidades a nível de gameplay o pessoal da Visceral Games conseguiu criar um importante título na série que não deve escapar aos fãs do género.

9 – L.A. Noire (PS3/X360/PC)

Produzido pela Team Bondi e sob o olhar atento da Rockstar, L.A. Noire surpreendeu jogadores por todo o mundo ao oferecer uma experiência que não podia ser mais diferente de GTA. O jogador encarna o papel de Cole Phelps, um veterano de guerra acabado de ingressar na polícia, tendo de o ajudar a subir na sua carreira policial desmistificando os crimes que acontecerem numa Los Angeles dos anos 40. Para além de todo o interesse que da história advém, L.A. Noire é pioneiro numa tecnologia única de reconhecimento facial (de nome MotionScan), fulcral no acto de interrogar possíveis testemunhas. Com a desagregação da Team Bondi depois do lançamento do jogo só podemos esperar que mais jogos tirem partido desta tecnologia em futuros jogos.

8 – Mortal Kombat (PS3/X360)

Desde o lançamento de Street Fighter IV em 2009 que é notório que o género de jogos de luta ganhou um novo fulgor e, aproveitando a maré, a NetherRealm começou a trabalhar em Mortal Kombat, um jogo que pretende fazer esquecer a série de falhanços na geração passada. Deste título resultou a reafirmação da franchise como uma das mais emblemáticas do género, regressando aos combates num plano 2D nos quais figuram as personagens mais conhecidas pelos fãs. Com o apoio continuado ao jogo através do lançamento de DLC’s a NetherRealm conseguiu aumentar ainda mais o roster de personagens, algo sempre importante para os fãs. A juntar a isto o jogo é acompanhado por um modo história invejável e único no género, sendo um exemplo a seguir por outros jogos de luta.

7 – Minecraft (PC)

Tendo já ganho direito ao seu próprio evento, Minecraft é um dos maiores fenómenos do ano que ultrapassa até as barreiras da indústria dos videojogos, motivo pelo qual merece o seu lugar nesta lista. Todo o mundo de Minecraft é composto de blocos e é através deles que o jogador consegue agregar materiais, os quais pode combinar para criar praticamente o que quiser. Assim, o jogador pode dar forma às suas criações arquitectónicas mais ambiciosas, despoletando assim o fã de Lego que há em nós. Minecraft é um jogo único difícil de categorizar mas que deve ser experimentado por todos os jogadores.

6 – Ultimate Marvel vs Capcom 3 (PS3/X360)

Esta “expansão” do título original pode não ter caído bem à Capcom nem aos compradores da versão original mas o facto é que esta é mesmo a versão definitiva do terceiro título de um dos maiores cross-overs da indústria. Mais personagens, cenários, um online renovado e o modo Heroes and Heralds devem ser argumentos mais que suficientes para convencer os indecisos de que este é realmente o melhor jogo de luta do ano. Comparando com o sucesso rimbombante de Mortal Kombat é claro que o combate de Ultimate Marvel vs Capcom 3 é o mais polido e equilibrado dos dois, motivo pelo qual o título da Capcom leva a melhor.

5 – Mass Effect 2 (PS3/X360/PC)

Já conhecido pelos jogadores de Xbox360 e PC, Mass Effect 2 chegou no início do ano à Playstation 3 trazendo consigo todos os DLC’s lançados até então assim como uma BD digital a explicar os acontecimentos do antecessor, fazendo desta versão o pacote definitivo do título. Para ser honesto a marca Mass Effect nunca me tinha suscitado qualquer tipo de interesse mas, após jogar algumas horas, foi impossível não ficar cativado com o universo de Mass Effect e não tomar parte na demanda de Shepard para livrar a galáxia da ameaça dos ancestrais Reapers. Resta-nos esperar pelo final da trilogia em Mass Effect 3 que vai ser lançado no início do próximo ano.

4 – Catherine (PS3/X360)

Pode ainda não ter sido lançado em território europeu mas, tendo já tido a oportunidade de jogar e terminar Catherine, foi impossível não incluir nesta lista o último jogo vindo da equipa responsável pela série Persona. Para além de uma narrativa madura e interessante o jogo oferece puzzles desafiantes capazes de pôr à prova o jogador mais experiente no que a puzzle games diz respeito. Este é um daqueles jogos que transparece personalidade e que ficará na mente dos jogadores mesmo meses depois de finalizado o modo principal. Para quem ainda não teve oportunidade de o jogar fica a minha análise para que se possam decidir quando o jogo for lançado no próximo ano na Europa.

3 – The Elder Scrolls V: Skyrim (PS3/X360/PC)

Sendo considerado por muitos como o jogo do ano, Skyrim aparece neste ponto da contagem simplesmente por motivos de gosto pessoal, o que não quer dizer que deve ser ignorado. A verdade é que Skyrim é um jogo massivo que consegue atingir as centenas de horas de jogo onde o jogador tem total liberdade de exploração. Na pele de um guerreiro Dragonborn (com a capacidade de falar a linguagem dos dragões) totalmente personalizável em termos de aspecto de habilidades o jogador tem de exterminar os dragões que tomaram de assalto a terra de Skyrim e ao mesmo tempo descobrir o motivo do seu regresso. The Elder Scrolls V: Skyrim é um jogo absolutamente obrigatório para todos os fãs de um bom RPG.

2 – The Legend of Zelda: Skyward Sword (WII)

O lançamento de um The Legend of Zelda é sempre um acontecimento digno de nota mas Skyward Sword torna-se ainda mais especial se repararmos que é o primeiro da série criado de raiz para a Wii e também o primeiro jogo a fundir uma experiência de jogo completa com um sensor de movimentos, um feito no qual Skyward Sword é bem-sucedido. Para além disso Skyward Sword marca também o início da mitologia da série, motivo pelo qual o jogo se recomenda a todos os interessados na cronologia da série.

1 – Portal 2 (PS3/X360/PC)

Pegando no conceito de portais do Portal original a Valve criou esta sequela que, incrivelmente, faz mais e melhor que o seu antecessor. Portal 2 é, para mim, o jogo do ano pela forma hábil como cativa qualquer tipo de jogador mesmo sendo um jogo de puzzles, uma categoria sempre difícil de vender, recorrendo para isso às suas carismáticas personagens e humor irrepreensível, muito do qual surge do relacionamento conflituoso entre Wheatley e GLaDOS. A grande personalidade deste duo fica a dever-se e muito ao excelente trabalho vocal de Stephen Merchant e Ellen Mclain, graças aos quais estas duas inteligências artificiais ficarão na memória da indústria por longos anos. A juntar ao excelente modo principal está o modo cooperativo com uma narrativa e personagens únicas que juntam ainda mais humor ao título e que tornam o trabalho conjunto mais recompensador. Tudo isto torna Portal 2 um jogo único digno do título de melhor jogo do ano.

Menções honrosas:

– Super Mario 3D Land
– Shadows of the Damned
– Dissidia 012 Duodecim: Final Fantasy
– Battlefield 3
– Rayman Origins
– The Biding of Isaac
– Sonic Generations

6 responses

23 12 2011
Leonsuper

Bom Top 10 (mas admito que ainda tenho que ler melhor os textos) 😉

Passa por aqui, já agora: http://rumblepack.com.pt/dontseeplay/2011/12/17/dont-see-play-premios-melhor-de-2011/

23 12 2011
elgrandepato

Já vi e já votei 😉

23 12 2011
ohdm

Mto bom Miguel! E o Shadow of the Damned? lol

23 12 2011
elgrandepato

Ainda pensei nesse mas não o pus porque é muito curtinho lol estaria presente se fosse um top 11 x)

23 12 2011
Francisc

Onde é que está o Dark Souls?
Está bom o top mas não podia ter uma falha enorme, que é não ter o Dark Souls.
Parabens, por não teres posto o Uncharted, quer dizer que és como eu e preferes Tomb Raider , ou apenas não te rendes a um jogo que, a meu ver é muito overrated.

24 12 2011
elgrandepato

Não pus o Dark Souls porque simplesmente não joguei e, portanto, não o posso avaliar tendo em conta os concorrentes. A minha ideia relativamente a Uncharted é que seria melhor se não dissessem que era tão bom. Portanto sim, considero-o e muito over rated 😉 cumprimentos

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